Sobre Lidia

Apresentamos aqui no Projeto Brempex mais uma história de inspiração e que vai servir de motivação a muitas mulheres brasileiras no exterior que buscam empreender e se reinventar. Dr. Med. Lidia Marilia Poppe que vive na Alemanha.

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Dr. Med. Lidia Poppe

DERMATOLOGIA ESTÉTICA, CLÍNICA E CIRÚRGICA

http://www.hautaerzte-badkissingen.de//

No exterior
MINHA HISTÓRIA

​E família?

Bem, sou casada com um alemão e temos três filhas, de 5, 3 e 1 ano. Tenho uma irmã que vive com a família em Munique. Meus outros três irmãos vivem todos no Brasil.

E por que escolheu viver na Alemanha e sair de vez do Brasil?

Saí do Brasil meio que por acaso. Minha irmã já vivia em Freiburg e eu aproveitei a oportunidade de hospedagem gratuita e vim para a Alemanha passar dois meses fazendo um curso de alemão. Acabei gostando muito da universidade de Freiburg e decidi mudar de curso. O plano era me formar e fazer um doutorado em História da Arte na Alemanha para ter melhores oportunidades de emprego no Brasil. Mas o fim do plano ficou só na teoria e acabei me decidindo por morar aqui, me casei, tive minhas filhas e voltei a trabalhar com Artes Visuais.

Interessante o título ser acrescentado ao nome! E o que fazia antes de vir morar no exterior?

Sim, é verdade. Nasci e cresci na periferia de Fortaleza, em família de classe média, e trabalho desde os 15 anos – inicialmente ministrando aulas de reforço escolar, depois como professora contratada de Biologia em cursinhos na cidade. Paralelamente, cursei um semestre de Medicina na UFMA (Universidade Federal do Maranhão – passei em primeiro lugar), e depois fui aprovada no vestibular de Medicina da UFC (Universidade Federal do Ceará, Campus do Pici, em Fortaleza). Durante a faculdade, fui bolsista de Extensão e de Pesquisa pela CAPES no Projeto PERC – Programa de Extensão em Ressuscitação Cardiorrespiratória – além de participar da Unidade de Farmacologia Clínica – UniFAc, e ganhei duas bolsas do DAAD para estágio na Alemanha; a primeira foi em Münster, e a outra na Charité, em Berlim. Depois de concluir a Graduação, fiquei um ano trabalhando em Perth, na Austrália, no Royal Perth Hospital, como Resident Medical Officer na Emergência (2006). Em 2007, iniciei meu Doutorado em câncer de pele e Residência Médica em Dermatologia na Universitäts-Hautklinik em Würzburg, onde permaneci de 2007-15. Em 2014, assumimos um consultório de Dermatologia Clínica, Cirúrgica e Estética em Bad Kissingen, onde estamos até hoje.

Conte-nos um pouco sobre sua família.

Sou casada com Dr. med. Heiko Anton Poppe, também dermatologista e alergologista, e temos 3 filhos: Leonhard Álvaro, de sete anos, Benjamin Nikolas, de 4 anos, e estou grávida do nosso terceiro menino, que deve chegar em junho de 2019. Antes dele, já fui casada com um alemão, mas o relacionamento era, infelizmente, abusivo, e, graças a Deus, não tivemos filhos e o divórcio foi em 2010. Minha família no Brasil é composta da Dra. Fátima Barboza, dentista, e João Bosco da Silva, coronel da PM-CE e com 3 formações acadêmicas: Administração, Direito e Educação Física. Tenho dois irmãos: uma irmã mais velha, Delegada da Polícia Civil e formada em Direito, Ana Cristina; e um irmão mais novo, Álvaro Manassés, graduado e mestre em Biologia e atualmente na Polícia Federal, no setor de Inteligência.

E por que escolheu a Alemanha para viver? Alguma coisa em particular te fez querer sair do Brasil e tentar uma vida diferente no exterior?

Desde minha infância tenho verdadeira fascinação pela Alemanha; aos cinco anos, lembro de ter afirmado que iria aprender alemão e fazer Doutorado na Alemanha. No mais, foi até um pouco de conveniência, uma vez que a Faculdade de Medicina da UFC tinha um programa de intercâmbio com a Charité de Berlim. Então eu, de alguma forma, sempre procurei a Alemanha, e ela também sempre me procurou. Além disso, algumas coisas que, a princípio, podem parecer pouco populares aos países latinos, como assumir responsabilidade, ser pontual, muito sincero e claro, nunca me assustaram – ao contrário, me atraíam.

E com tanto tempo de vivência no exterior, o que mais te desafiou, e que obstáculos encontrou ao longo de sua carreira? Precisou abrir mão de muita coisa?

Ter fluência no idioma e me colocar como destaque no mercado de trabalho – no meio médico, altamente conservador, ainda dominado por homens nos postos de liderança, ser feminina, ótima profissional e conquistar seu espaço não foram tarefas simples. O período do divórcio do meu ex-marido também não foi tarefa fácil – procurar apoio, levantar-se com as próprias pernas e se reinventar foram desafios que demandaram muita energia e força de vontade. Assumir o consultório e devolver a bolsa de pós-doutorado que havíamos angariado, para seguir carreira de professora universitária também foi uma decisão difícil, mas que se mostrou com o passar do tempo bastante acertada. Além disso, a distância da família e dos amigos continua pesando; tento ir uma vez ao ano ao Brasil, mas nem sempre dá certo. Em 2012 e em 2018, por exemplo, não foi possível.

Essa é, sem dúvida, um dos maiores desafios de quem é expatriada: conciliar a vida estabelecida for a e manter os laços estreitos com os que ficaram na nossa terra. E o que você faz hoje na cidade em que mora em termos de empreendimento?

Quando assumimos o consultório de Dermatologia, existia um “anexo” , o Instituto de Laser e Estética Belladerm, que era tratado como “filho pródigo”. Desde que assumi a chefia, fechamos contrato com grandes firmas de medicina estética na Alemanha, como Allergan (maior fabricante de toxina botulínica e preenchedores com ácido hialurônico – aqui oferecemos Workshops para médicos sobre procedimentos minimamente invasivos e temos o programa “Flying Doc”, em que ofereço tratamento a pacientes de outras cidades como Munique, Stuttgart e Hanau, em consultórios de colegas médicos), Aesthetico (palestras para esteticistas), Skinceuticals (protocolos de Medicina Estética), o que expandiu a rede de clientes, colegas parceiros e, consequentemente, aumentou o faturamento em mais de 500% em comparação à gestão anterior. Isso culminou com o aumento da equipe do Instituto, que conta agora com 3 esteticistas experientes e se mantém sólido ao lado do consultório, com 3 médicos e 13 enfermeiras. Estamos planejando expandir mais ainda e fechar parcerias com Heilpraktikern e outros centros de estética, além de expandir o espectro de tratamentos. 

Como foi o início da sua vida no exterior como empreendedora? Muitas barreiras para ultrapassar?

Muitas expectativas que tiveram que ser adaptadas?

 

Inicialmente, como assumi o Instituto depois da gestão de uma colega com mais de 30 anos de experiência, eu me sentia muito insegura com a forma de abordagem dos pacientes – porque o estilo dela era muito diferente do meu. Depois que passei dessa fase de comparações, insegurança, consegui formar minha própria identidade e apresentar minha filosofia de trabalho da forma que eu, minhas funcionárias e minha clientes ficassem satisfeitas. Ou seja, assumir sua brasilidade, com responsabilidade, profissionalismo, aliada à feminilidade, não é sinal de fraqueza! É sinal de amadurecimento. A parte financeira e burocrática de fato se constitui um desafio, por isso precisamos de funcionárias bem treinadas, e tenho um escritório de direito e contabilidade que me auxilia com a parte financeira – a Fuchs & Martin, com sede em Würzburg e especializada em clínicas médicas. Não tentei concentrar poderes, antes, delegar na medida certa a entidades competentes.

Como foi o início da sua vida no exterior como empreendedora? Muitas barreiras para ultrapassar?

Muitas expectativas que tiveram que ser adaptadas?

 

Inicialmente, como assumi o Instituto depois da gestão de uma colega com mais de 30 anos de experiência, eu me sentia muito insegura com a forma de abordagem dos pacientes – porque o estilo dela era muito diferente do meu. Depois que passei dessa fase de comparações, insegurança, consegui formar minha própria identidade e apresentar minha filosofia de trabalho da forma que eu, minhas funcionárias e minha clientes ficassem satisfeitas. Ou seja, assumir sua brasilidade, com responsabilidade, profissionalismo, aliada à feminilidade, não é sinal de fraqueza! É sinal de amadurecimento. A parte financeira e burocrática de fato se constitui um desafio, por isso precisamos de funcionárias bem treinadas, e tenho um escritório de direito e contabilidade que me auxilia com a parte financeira – a Fuchs & Martin, com sede em Würzburg e especializada em clínicas médicas. Não tentei concentrar poderes, antes, delegar na medida certa a entidades competentes.

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