Sobre Geisa

Na nossa série Empreendedoras que Inspiram, apresentamos a história da Geisa Mourão, brasileira que vive na Suíça e realiza um projeto super interessante e inspirador.

Geisa Mourão

COACH DE MUDANÇAS ENERGÉTICAS

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No exterior
MINHA HISTÓRIA

Geisa, fale um pouco sobre você. 

Olá, sou a Geisa Mourão, 49 anos, nasci em Volta Redonda, RJ, mas sinto-me também metade paulistana. Desde meus 15 anos sabia que queria estudar no Rio ou em São Paulo e vindo de uma família simples de classe metalúrgica, tentava-me preparar pra conseguir bolsa de estudos.
Minhas tentativas de transferência da Faculdade de Comunicação Social aos 19 anos para o Rio de Janeiro não foram bem sucedidas. Já em São Paulo, tudo foi se encaminhando e as portas se abrindo. Daí veio uma das primeiras lições de vida: planeje-se, capacite-se, mas esteja sempre aberta e flexível pra abrir as portas que a vida nos oferece!
Finalizei a Faculdade de Comunicação na Cásper Líbero em São Paulo, e uma pós-graduação em Marketing na ESPM e cursos ligados ao Desenvolvimento Pessoal, uma área que desde pequena me fascinava! Estudar nos mantém viva e sempre busquei aprender seja na educação formal, seja lendo biografias e obras de quem admiro.

Coach de Mudanças Energéticas….E o que que é isso?

Depois de mais de 20 anos trabalhando no mercado corporativo em São Paulo, me vi pela primeira vez sem trabalhar fora, cuidando de dois filhos pequenos de 7 e 5 anos num país estrangeiro onde não tinha o domínio do idioma. E mesmo com os desafios de adaptação inicial fui atrás de meu sonho que era estudar oficialmente o Desenvolvimento Humano, coisa que sempre fiz em minha carreira de um jeito informal.
Foi “punk” demais. A certificação em Coaching na California levou quase 1 ano e meio, e foi um período de terremotos internos. Desconstruí para depois me reconstruir. Desde então venho aplicando a metodologia do Coach com clientes particulares, na minha empresa DeepChange Coaching e também como voluntária aqui na Oxitocinas ( Curso Cuidando do Seu Jardim).
Desde os primeiros cursos online organizados por mim na California, tive contato com um grupo de mulheres que não faziam parte inicialmente do mundo de executivas que vinha atendendo particularmente. Surge então uma voz que começou sussurrando e depois suplicava em alto e bom tom para criar uma plataforma colaborativa entre mulheres de diferentes formações e que pudéssemos trocar experiências profissionais e de vida.
Chegando na Suíça em 2015, nova reinvenção, nova língua, tudo novo. E mais do que nunca senti a necessidade de um grupo onde pudesse doar e receber: conhecimento, experiência, respeito e amor. Criei e assumi a liderança da plataforma Oxitocinas – para Mulheres que se Reinventam – e qual de nós não está se reinventando em um ou outro aspecto?!

O que fazia antes de vir morar no exterior?

Então, meu sonho desde os 10 anos de idade era mudar o mundo através do jornalismo. Assistir Marília Gabriela e Glória Maria, jornalistas e musas inspiradoras, me fascinava! Porém, a necessidade de trabalhar e pagar meus estudos levaram-me à uma empresa de tecnologia no início da abertura do mercado nacional de informática no final da década de 80. Ali começava minha jornada nas áreas comerciais e no marketing. Eu não mudava o mundo, porém conhecer o outro e estabelecer relacionamentos, para só em seguida fazer negócios, foi uma grande escola. Realmente eu só conseguia fazer negócios se houvesse algo naquela pessoa que eu realmente admirasse, assim meio que “me obrigava” a descobrir algo bacana mesmo naquele executivo ou executiva mais difícil.
Esse movimento com diferentes pessoas era o que mais me motivava . Financeiramente, fui crescendo e conseguindo realizar aqueles sonhos de grande parte da minha geração de mulheres (a geração x): nascidas entre trabalhar, fazer faculdade, comprar seu próprio apartamento, ser independente e no meio do caminho, se pintasse um grande amor, formar uma família.

Conte-nos um pouco sobre família.

Apesar da sede de aprendizado e a necessidade de tornar-me uma mulher independente, planos de família foram acontecendo no meio do caminho. Para quem nunca pensava em se casar, casei-me pela primeira vez aos 21 anos e foi ótimo enquanto durou. Casei-me pela segunda vez e tivemos nossos dois filhos. Hoje dois adolescentes de 17 e 15 anos. Costumo dizer que não existe pra mim projeto mais desafiante de vida: a maternidade.
E isso só foi e é possível porque tenho ao meu lado um homem que também acredita que podemos construir algo gostoso todos os dias, e apesar de nem sempre entender meus sonhos, é um grande apoio em minha jornada. O relacionamento íntimo pra mim é uma de nossas grandes oportunidades de conhecer, nosso melhor e também nosso pior! E quando os dois querem desenvolver seus melhores, não tem maior aprendizado!

Por que escolheu sair do Brasil e morar no exterior?

Como executivo de uma multinacional, meu marido recebeu a oportunidade de transferência para Califórnia em 2008. Quando dividiu a opção comigo para pensarmos juntos como família, segui minha intuição, apesar de estarmos nós dois com duas confortáveis posições profissionais em São Paulo e termos acabado de construir uma casa que cuidei de tudo: desde a compra de lajotas até a motivação à equipe de obras, pra finaliza-lá no prazo estipulado.
Dei a maior força e moramos por 7 anos em Los Angeles, nos Estados Unidos. Lá estudei por quase dois anos para obter minha certificação internacional em Coaching e em 2010 iniciei meus primeiros passos como Empreendedora online.

O que você faz hoje na Suíça?

Como diz aquele ditado, “água parada dá dengue”, mais mudanças e em 2015, uma nova mudança de país para nossa família. Naquele momento, filhos pré-adolescentes sendo tirados de um local lindo, seguro (e principalmente 365 dias de sol por ano) para a Suíça.
A mudança foi bem grande. No primeiro ano, meu objetivo foi adaptar as crianças e também cuidar de partes burocráticas, como avaliar mercado imobiliário para estudarmos a possibilidade da compra de imóvel por aqui ou não, e meu lado empreendedora precisou aguardar um pouco, pois existiam outras necessidades familiares emergenciais.

 

Como foi o início da sua vida no exterior como empreendedora? Que barreiras encontrou e quais foram seus maiores desafios e dificuldades?

Hoje já oficializei minha empresa, Geisa Mourão/Coach Energética, e ofereço os mesmos serviços de suporte às mulheres que encontram-se em períodos de transição de uma fase à outra em suas vidas. Chamo de período de Reinvenções. Estar presente no aqui e agora, naquelas fases totalmente fora de nossa zona de conforto, nunca é algo tranquilo. E existe uma tendência normal de nós mulheres de muitas vezes não experimentarmos a força criativa que é inerente a todas nós, e aí acabamos caindo em períodos de vitimização, onde inconscientemente delegamos nosso poder a outros.

Aí, pode ser o início do fim. Mas a grande boa notícia é que podemos substituir esses comportamentos mais anestesiados e assumirmos a responsabilidade amorosamente por nossas vidas. Voltando a falar sobre meus principais desafios nesse reinício aqui na Suíça, acredito que a minha própria necessidade de aplicar comigo mesma o que compartilho com mulheres espalhadas pelo mundo: mais disciplina amorosa.

Como o seu serviço é visto no mercado internacional? Como é ter seu próprio negócio no exterior?

Meus serviços são atendimentos individuais com pacotes de 12 semanas de encontros online, além de workshops presenciais, e está saindo do forno um curso online bem especial de 21 dias para todas nós que sentimos necessidade de maior fortalecimento em nossos períodos de Reinvenções – seja um novo negócio, seja a expansão do negócio já existente, seja a busca de um propósito maior primeiro na atividade que hoje pode estar nos dando o retorno financeiro e a força pra criar nosso plano A tão sonhado e guardado dentro de nós.
Voluntariamente, criei a plataforma OXITOCINAS com outras amigas de diversas áreas que também acreditam que podemos sim viver um propósito maior e colaborar para que também outras mulheres tenham acesso a esse conteúdo.

Que conselho daria as futuras empreendedoras sobre a área em que atua e sobre como é empreender no exterior?


Se pudesse dar um conselho, eu daria esse: encontre pessoas que alimentem seu copo e não pessoas que sente seu copo esvaziar. Empreender é concretizar um sonho há muito presente dentro de nós. E para que esse sonho concretize-se de um jeito prático, organizado e lucrativo, é fundamental que você se cerque de pessoas que também queiram crescer, queiram aprender, queiram ser hoje melhor do que foram ontem e não tão boas como serão amanhã. A qualidade e intensidade de nossas relações pessoais é um dos principais fatores para nosso sucesso.

O que gostaria de ver melhorado no setor em que atua no exterior?

Estou também descobrindo e desembaralhando a burocracia por aqui na Suíça. Porém as coisas são muito sérias e mesmo com toda formalidade, quando seus interlocutores sentem verdade no que você está propondo, eles te auxiliam pra chegar lá.

Tenho um exemplo prático com autoridades de Genebra, que foram extremamente generosas ao me ouvir, mesmo sem a fluência no francês e nos mostraram como nossa Associação OXITOCINAS, sem fins lucrativos, poderia utilizar futuras salas oficiais na cidade de Genebra. Não tínhamos ainda 1 ano de existência oficial, mas já quase dois anos de atividades de suporte a diferentes mulheres – empoderamento profissional e pessoal – comprovado por câmeras, gravações e postagens de eventos presenciais. Pois bem, recebemos uma aula de cidadania e como obter os benefícios legais disponíveis pra todo trabalho como o nosso.
Se você ainda não conhece os meandros de seu mercado em específico, vá estudar, pesquise, converse com pessoas que já estão estabilizadas em seu mercado. Se tiver algo a ser melhorado, adapte-se, mostre o que você pode oferecer para melhorar. Conheça o mundo digital, melhore sua comunicação interpessoal e também comece a treinar falando sozinha em frente ao espelho. Vídeos são a grande coqueluche do momento e a tendência é que sejam ainda por muitos anos.

“A vida se expande ou se contrai mediante à nossa coragem”. Essa frase da Anais Nin é como uma segunda voz interna, principalmente naquelas situações mais desafiantes.

Nós sempre precisamos ser relembradas!

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