Sobre Stela

Apresentamos aqui no Projeto Brempex mais uma história de inspiração e que vai servir de motivação a muitas mulheres brasileiras no exterior que buscam empreender e se reinventar. Conheça Stela Klein, carioca que vive na França.

Stela Klein

EXECUTIVE & LIFE COACHING

https://www.jornadadecoaching.com/

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No exterior
MINHA HISTÓRIA

Stela, fale um pouco sobre você.

Olá. Meu nome é Stela Klein, tenho 46 anos e nasci no Rio de Janeiro. Estou fora do Brasil há 5 anos, tendo morado por 2 anos em Torino, na Itália e desde o início de 2016 em Lyon, na França.

E o que você fazia antes de morar no exterior?

​Originalmente, eu me formei em Comunicação pela Federal do Rio (UFRJ) e sempre trabalhei em Marketing e em Branding (gestão de marca). Era muito feliz com o que eu fazia até um dia em que fiz um processo de coaching para aprender a lidar melhor com um chefe que era simplesmente insuportável. Fiquei tão impressionada com os rápidos resultados que obtive que decidi estudar a metodologia. Em um primeiro momento, meu objetivo era usar o método em meu trabalho de Branding mas, conforme ia me aprofundando no estudo, acabei por me apaixonar pelo Coaching, a ponto de decidir fazer uma transição de carreira. Durante um ano, trabalhava durante o dia como executiva de Marketing em uma multinacional e, à noite e aos sábados, começava como coach. Ao final desse ano, deixei para trás 21 anos de uma bela carreira em Marketing para me dedicar 100% ao Coaching. Foi uma das melhores decisões de minha vida!

Que bacana! E a família, daqui do exterior e do Brasil?

Sou casada com um brasileiro e temos dois gatos lindos, brasileiros também! Meus pais, meus irmãos e meus sogros vivem no Brasil.

E por que escolheu viver na França depois de já estar na Itália?

Bem, no final de 2013, meu marido e eu decidimos que queríamos morar fora, e meu marido conseguiu ser expatriado pela empresa onde trabalhava. O plano original era de ficar na Itália durante dois anos e depois retornar. Mas no início do segundo ano, tomamos a decisão de ficar na Europa. Para isso, meu marido precisava sair do trabalho em que estava e procurar uma nova posição, em uma nova empresa. Como um dos pilares da minha atuação é o coaching de carreira, trabalhei com meu marido como se ele fosse um coachee meu: identificamos suas competências de maior valor, seus diferenciais, redigimos CVs e cartas de apresentação atrativas e montamos uma estratégia para promoção do seu perfil no mercado. O maior desafio era encontrar uma empresa que quisesse contrata-lo, uma vez que nem ele nem eu temos a cidadania europeia. E o trabalho foi um sucesso: é por isso que viemos para a França, onde ele encontrou seu novo emprego.

E o que você faz hoje na França? Qual o seu empreendimento aqui no exterior?

​Aqui na França, continuo como coach executiva e trabalho em quatro frentes:
. coaching executivo: desenvolvimento de competências comportamentais para líderes em posições hierárquicas diversas;
. coaching de carreira: muito usado em três situações = ser promovido mais rapidamente; definir uma nova carreira ou preparar-se para encontrar um novo trabalho (o percurso que fiz com meu marido, por exemplo);
. coaching para expatriados e cônjuges: percurso para ajudar os expatriados a melhor gerenciar todas as mudanças que ocorrem durante os primeiros períodos de uma expatriação. Pode envolver temas diversos como, por exemplo, a definição de novos projetos de vida, a aceleração à integração na nova cultura ou como voltar a se sentir independente e seguro dentro do novo estilo de vida. Para o expatriado assalariado, trabalhamos com coaching executivo.
. coaching de preparação à aposentadoria: processo inovador para se preparar para essa nova fase de vida, continuando a se sentir útil e produtivo.
Já atuo como coach há 5 anos e, graças à internet e aos idiomas que falo (inglês, francês, espanhol, italiano e português), atendo clientes particulares e empresas em vários lugares do mundo! Isso realmente me permite trabalhar sem fronteiras e tenho imenso prazer em me relacionar com pessoas de vários países.
Aqui na França, sou coach voluntária em duas associações, uma delas voltada para o suporte de empresários que entraram em falência. É um trabalho de apoio muito bonito. Além disso, procuro escrever artigos em plataformas web e redes sociais, oferecendo conteúdo que possa ser útil às pessoas (de vez em quando recebo comentários generosos de pessoas gentis que me ajudam a ver que estou indo pelo bom caminho!).

Como foi o início da sua vida no exterior como empreendedora, e que barreiras e desafios encontrou?

Estabelecer-se em uma nova cultura, onde você não conhece ninguém, realmente não é tarefa das mais fáceis. Entender o sistema administrativo do novo país, leis e regulamentações, idem. Ainda assim, o trabalho correto e permanente sempre traz bons frutos. É como se o Universo ajudasse! Não posso dizer que já cheguei onde gostaria, mas coaches franceses, por exemplo, dizem que eu consegui muito mais em três anos, e sendo estrangeira, do que eles próprios, em seu próprio território. A maior barreira que ainda encontro hoje é aumentar a rede de contatos, item fundamental em um setor como o meu. Minha motivação para atravessar essa barreira? Muito trabalho! Eu costumo brincar, dizendo que tomo tanto cafezinho em reuniões com novas pessoas, que já nem durmo mais!

E como o serviço oferecido por você é visto no mercado internacional? Como é ter seu próprio negócio no exterior?

No meu caso, o fato de falar vários idiomas e ter tido experiências internacionais durante o tempo em que fui executiva de Marketing ajuda muito a criar oportunidades de trabalho. Hoje em dia, as transações comerciais entre diferentes países, para pequenos empreendedores como eu são facilitadas pelos sistemas internacionais de envio de pagamentos. E é muito importante estar antenada com os meios digitais e as formas de fazer networking em várias partes do mundo.

Que conselho daria as futuras empreendedoras sobre a área em que atua e sobre como é empreender no exterior?

Além das coisas básicas funcionais, tais como ter boa capacidade técnica dentro do seu setor de atuação e possuir uma boa fluência no idioma do país, o que mais importa é: seja você mesma. É claro que é importante entender as entrelinhas culturais, mas se você não for fiel a você mesma, não se sentirá confortável nem motivada para seguir adiante. O início pode ser realmente complicado para ver seu negócio deslanchar. Você pode se sentir sozinha e sem muito apoio e, nessas horas, resiliência é fundamental para manter a disposição para seguir adiante. E eu, particularmente, gosto muito do conceito de “testar”: testar um jeito de se aproximar do seu target e, se não funcionar, testar outro, e assim por diante. Isso torna tudo muito mais leve.

O que gostaria de ver melhorado no setor de coaching aqui no exterior? Existe muita burocracia?

No meu trabalho, há dois grandes obstáculos: regulamentação e falta de conhecimento sobre o que é o coaching. A profissão de coaching ainda não é regulamentada em nenhuma parte do mundo e, com isso, muitas pessoas usam a palavra “coach” ou “coaching” sem ter uma certificação por trás. É claro que ter uma formação não é garantia de qualidade em nenhuma profissão, mas considerando que o bom coaching provoca transformações profundas nas pessoas, é importante ter uma metodologia por trás da prática da profissão. Outro obstáculo é a falta de informação sobre o coaching propriamente dito. Ele ainda é acessível para poucas pessoas, há muita dúvida entre o que é terapia e o que é coaching, e muita gente pensa que o coaching só é útil para quem tem uma baixa performance no trabalho, por exemplo. Que nada! O coaching pode ser aplicado sempre que alguém quer alcançar um objetivo (em qualquer área da vida) ou remover um obstáculo que esteja incomodando (também em qualquer setor da vida). Todo mundo deveria ter a chance de se presentear, ao menos uma vez, com um percurso de coaching!

Pra finalizar, como você vê a recepção do povo francês com relação a brasileira empreendedora?

Nosso país é visto na Europa como um “lugar exótico”, de pessoas festeiras, simpáticas e de bem com a vida. Os franceses, especificamente, gostam muito da alegria brasileira. Mas isso não significa necessariamente que nos considerem como excelentes profissionais. Ao mesmo tempo, nunca sofri preconceito abertamente no meio de trabalho por ser brasileira. Como, infelizmente, as notícias sobre o Brasil que chegam por aqui através da mídia só falam de violência, corrupção, problemas ambientais ou futebol, não há muito como as pessoas conhecerem o Brasil dos grandes trabalhadores, dos empreendedores perspicazes e das mentes inovadoras. Sendo assim, procuro sempre manter uma imagem bastante profissional nos meios em que frequento, pois sei o quanto podemos contribuir, inclusive, para a criação de uma imagem positiva do nosso país.

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